Entrega do Prémio Branco Rodrigues 2026
Sessão pública | Entrada livre
A Biblioteca Nacional de Portugal e a ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal promovem uma sessão pública de anúncio do vencedor da 14.ª edição do Prémio Branco Rodrigues.
A sessão assinala o centenário da morte de José Cândido Branco Rodrigues (1861-1926), figura pioneira na promoção da educação e da integração das pessoas cegas em Portugal. Com um valor de 3000 euros, o prémio dá continuidade ao seu legado, reconhecendo obras que contribuem para o conhecimento e a valorização das pessoas com deficiência visual.
Nesta edição, relativa ao triénio 2023-2025, o prémio será atribuído à obra Os deuses dos homens, de José Alberto Leitão Barata, publicada pela Europa Editora, em 2023. O júri foi constituído por Teresa Seruya, Fernando José Abreu Matos e Rui Magno Pinto.
Convidamos todos os interessados a participar nesta sessão pública, que celebra o legado de Branco Rodrigues e o contributo da criação literária para a reflexão sobre a deficiência visual.
Programa
17h30 - Abertura | Paula Gonçalves, Subdiretora da Biblioteca Nacional
17h35 - Aos ombros de Branco Rodrigues, todos vemos mais longe, Silvia Gomes e Almerinda Graça (BNP)
18h00 - O fundo musical da Área de Leitura de Deficientes Visuais da Biblioteca Nacional de Portugal | Matilde Boto Pimentel e Rui Magno Pinto
18h25 - A importância do legado de José Cândido Branco Rodrigues para a construção do movimento de autorrepresentação das pessoas com deficiência visual em Portugal | Rodrigo Santos (ACAPO)
18h35 - Palavras do Júri sobre o trabalho premiado | Teresa Seruya (Presidente do Júri)
18h45 - Os deuses dos homens, José Alberto Leitão Barata, vencedor da 14.ª edição do Prémio Branco Rodrigues
19h00 - Encerramento
Será inaugurada uma pequena mostra relativa ao espólio de Branco Rodrigues, na Sala de Referência.
José Cândido Branco Rodrigues (1861-1926) foi, em Portugal, pioneiro no estabelecimento de condições que tornassem possíveis a escolarização, a preparação profissional e intelectual dos deficientes visuais e a sua progressiva inclusão social. Criou o Jornal dos Cegos (1895-1920), ajudou a fundar a Associação Promotora do Ensino dos Cegos (1888), onde introduziu o ensino do braille, contribuiu fortemente para a aprovação da legislação que oficializou o ensino dos cegos em Portugal (1894) e fundou várias instituições pioneiras nesse domínio: em Lisboa, o Instituto de Cegos Branco Rodrigues (1900); no Porto, o Instituto S. Miguel (em 1903); em Castelo de Vide, as Oficinas Branco Rodrigues. A ele se devem também as primeiras impressões em braille feitas no País.
