Bengala Branca abre caminho à inclusão
ACAPO consciencializa para a autonomia e independência
O Dia Mundial da Bengala Branca, assinalado a 15 de outubro, é uma data que celebra a autonomia, a independência e a liberdade das pessoas com deficiência visual. Todos os anos, as nossas Delegações assinalam esta efeméride através de iniciativas que levam a ACAPO para a rua ou abrem as suas portas à comunidade, sensibilizando a sociedade para a importância da acessibilidade e da inclusão.
Este ano não foi exceção. De norte a sul do país, várias Delegações dinamizaram atividades centradas na utilização da bengala branca, nas técnicas de guia e nos obstáculos que as pessoas cegas e com baixa visão enfrentam diariamente no acesso ao espaço público e aos serviços.
Mais do que sensibilizar as comunidades locais, proporcionando aos participantes a oportunidade de experimentar algumas das dificuldades sentidas por uma pessoa cega, estas iniciativas procuraram também reforçar a importância de envolver ativamente as pessoas com deficiência visual na identificação e resolução de barreiras, bem como na construção de soluções que promovam uma sociedade mais acessível e inclusiva.
Em Castelo Branco, teve lugar uma «Bênção das Bengalas», um momento simbólico realizado em colaboração com a Paróquia da Cidade. A iniciativa reuniu Associados Efetivos e Cooperantes, bem como elementos da comunidade local, e proporcionou um espaço de partilha de experiências em torno da utilização da bengala branca. Houve ainda lugar à atribuição de nomes às bengalas e à nomeação dos respetivos padrinhos.
Em Leiria, na zona central da cidade, foi promovida uma ação de sensibilização que deu a conhecer o trabalho desenvolvido pela Deelgação e destacou a importância da bengala branca enquanto instrumento de orientação e autonomia. A iniciativa permitiu também alertar a população para a diversidade de situações e condições associadas à deficiência visual.
No Porto, o Dia Mundial da Bengala Branca foi assinalado com uma ação de identificação de barreiras arquitetónicas e falhas de acessibilidade nas ruas da cidade. Para além da participação da comunidade local, a iniciativa contou com a presença dos arquitetos António Teixeira e Laura Costa, da empresa HUILD, reforçando a importância de integrar diferentes perspetivas na identificação de obstáculos e na procura de soluções.
Foram várias as iniciativas, dirigidas a diferentes públicos e realizadas em diferentes pontos do país, mas todas partilharam um propósito comum: dar visibilidade aos desafios que persistem, valorizar a participação das pessoas com deficiência visual e promover uma sociedade onde a acessibilidade, a autonomia e a inclusão sejam direitos efetivos de todos.
