O projeto "Braille na Lusofonia" tem contribuído para o reforço do compromisso da ACAPO com uma educação mais inclusiva e com a promoção da autonomia das pessoas cegas ou com baixa visão. Através deste projeto, financiado pelo Instituto Internacional da língua Portuguesa (IILP), temos vindo a transformar a forma como a nova Grafia Braille é utilizada nos países de língua portuguesa.

Desde o seu início, esta formação de formadores à distância foi já realizada em Angola, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde, envolvendo profissionais e docentes do Ensino Básico e Secundário e permitindo-lhes aprofundar o domínio deste sistema de leitura e escrita essencial para os estudantes com deficiência visual.

Agora, a formação continua em janeiro em Moçambique, ficando assim concluído este projeto. Durante as sessões, os participantes continuarão a explorar a nova Grafia Braille para a Língua Portuguesa, adquirindo competências práticas e pedagógicas com o apoio complementar de material de apoio que cada formando recebeu (kit completo, com a Grafia Braille impressa em tinta e em Braille, um alfabeto Braille, régua com punção, papel Braille adaptado e uma pen com documentação educativa que lhes permitirão apoiar de forma mais eficaz os seus alunos com deficiência visual).

Embora a formação em Moçambique represente o final deste projeto, há ainda muitos outros passos a dar para aumentar a promoção do uso e do conhecimento do Braille nos países lusófonos. A ACAPO quer continuar a formação em Braille e expandir esta iniciativa para os países que, por motivos logísticos, até agora não foi possível alcançar.

Cada ação, cada kit entregue e cada docente capacitado contribuem para que mais estudantes tenham acesso a uma educação inclusiva, independente e participativa. Assim, garantimos que o uso do Braille na comunidade lusófona continua a evoluir, de forma duradoura e escalável, honrando o legado insubstituível que Louis Braille nos deixou e garantindo que ele se continua a reinventar e a projetar no futuro.

Queremos continuar a expandir esta cooperação para o desenvolvimento no âmbito da União de Cegos da Língua Portuguesa (UCLP). Promovendo a capacitação, a inclusão e a autonomia das pessoas com deficiência visual nas várias associações integrantes da UCLP e o consequente fortalecimento destas associações toda a comunidade lusófona falará, certamente, a uma só voz mais ativa e unida nos fóruns internacionais. Continuamos, para esse fim, a procurar financiadores que nos permitam desenvolver estas ações de forma sustentável e impactante.